Brasil e Estados Unidos · 1808–2026

À Sombra do Norte

Como a política dos Estados Unidos influenciou, e ainda influencia, o Brasil. Duzentos anos de história contados com documentos, sem torcida.

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  • Livro digital em PDF
  • 116 páginas
  • Acesso imediato
  • Fontes em cada capítulo
Capa do livro À Sombra do Norte, de Tomás Arantes

A pergunta de sempre

Até onde vai a influência dos Estados Unidos sobre o Brasil?

Ela aparece em 1894, quando cruzadores americanos romperam um bloqueio na baía de Guanabara. Aparece em 1964, quando Washington enviou navios para apoiar, se fosse preciso, os militares que derrubaram João Goulart. E voltou com força em 2025, com o tarifaço e as sanções.

Quase sempre, a conversa termina em duas versões que não se ouvem: a de quem vê a mão de Washington em tudo e a de quem acha que isso é teoria da conspiração. Este livro faz outra coisa. Abre os documentos e mostra o que está provado, o que ainda se discute e o que nunca foi comprovado.

Fato ou mito?

Quatro histórias que você já ouviu

Cada capítulo traz um quadro como estes. Toque em cada frase para ver o que os documentos dizem.

“Os EUA deram o golpe de 1964.”
Comprovado
Washington desejou a queda de Goulart, financiou adversários e aprovou a Operação Brother Sam, uma força naval de prontidão para apoiar os golpistas.
Em debate
Se o apoio externo foi decisivo ou apenas encorajou militares que já conspiravam.
Sem prova
Que os EUA tenham planejado ou ordenado o golpe, executado por brasileiros.
“O discurso do embaixador americano derrubou Vargas em 1945.”
Comprovado
O embaixador Adolf Berle discursou em 29 de setembro de 1945 a favor das eleições já marcadas. Vargas foi deposto por generais brasileiros um mês depois.
Em debate
Quanto o discurso animou a oposição. Um estudo acadêmico sustenta que pesou.
Sem prova
Que Washington tenha planejado ou ordenado a deposição.
“Os EUA conspiraram para destruir a Petrobras.”
Comprovado
Documentos americanos de 1954 tratam o monopólio do petróleo como problema e recomendam condicionar ajuda a mudanças na lei.
Em debate
O peso dessa pressão diante das disputas entre os próprios políticos brasileiros.
Sem prova
Uma operação secreta contra a empresa.
“Os americanos ensinaram a tortura no Brasil.”
Comprovado
Os EUA treinaram e equiparam a polícia brasileira entre 1960 e 1972.
Em debate
Quanto esse treinamento mudou o comportamento dos agentes.
Sem prova
A acusação específica de aulas de tortura, que segue contestada.

O livro também examina as eleições de 2022 e de 2026 com o mesmo método.

O que tem dentro

Onze capítulos, de D. João VI às tarifas de 2026

  1. 01
    1808–1889

    Primeiros contatos

    Café, a Doutrina Monroe e um imperador na Filadélfia, num Brasil ainda sob a sombra britânica.

  2. 02
    1889–1930

    A República olha para o Norte

    Rio Branco, a esquadra americana na Guanabara e o café no banco dos réus em Nova York.

  3. 03
    1930–1945

    Boa Vizinhança e guerra

    Vargas entre Berlim e Washington, Volta Redonda, a base de Natal e os pracinhas na Itália.

  4. 04
    1945–1960

    Guerra Fria e desenvolvimento

    O Plano Marshall que não veio, “O petróleo é nosso” e a ruptura de JK com o FMI.

  5. 05
    1961–1964

    O caminho até 1964

    A conversa gravada de Kennedy, o IBAD e a Operação Brother Sam, com os documentos na mesa.

  6. 06
    1964–1985

    Do abraço ao atrito

    Do alinhamento inicial ao acordo nuclear com a Alemanha, Carter e a crise da dívida.

  7. 07
    1985–2002

    Dívida, democracia e o Consenso de Washington

    Reserva de informática, Plano Brady, o socorro de 1998, o SIVAM e a ALCA.

  8. 08
    2003–2016

    Do “não” à ALCA aos BRICS

    Algodão na OMC, a virada chinesa, a espionagem da NSA e a Lava Jato.

  9. 09
    2016–2022

    Alinhamento e atritos

    Alcântara, Embraer e Boeing, o 5G e o debate sobre as eleições de 2022.

  10. 10
    2023–2026

    Tarifas, sanções e eleições

    O tarifaço, a Lei Magnitsky, a Suprema Corte americana e a eleição de 2026.

  11. 11
    1939–2026

    A influência que não passa pelo governo

    Juros do Fed, big techs, bossa nova, igrejas e quartéis.

Mais introdução, conclusão com os padrões que se repetem em dois séculos, linha do tempo geral e quatro gráficos com dados oficiais.

Por dentro do livro

Veja algumas páginas

Página de abertura do capítulo 5, O caminho até 1964
Abertura de capítulo
Quadro O que os documentos mostram, com linha do tempo e fontes do capítulo 5
Quadro, linha do tempo e fontes
Página com gráfico da participação de EUA e China nas exportações brasileiras
Gráfico com dados do Comex Stat

Como o livro foi escrito

Três níveis de certeza, sempre separados

Para temas que dividem o país, o texto apresenta o que cada lado fez e disse, com o mesmo peso. Você tira as conclusões.

Fato documentado

Registrado em documentos oficiais, arquivos desclassificados, leis ou reportagens bem estabelecidas.

Em debate

Os fatos são conhecidos, mas o significado é disputado entre historiadores e entre os lados políticos.

Sem prova

Circula como verdade, mas nenhum documento público confirma. O livro diz isso com clareza.

O que você recebe

Entenda a relação mais importante da política externa brasileira

  • O livro completo em PDF, com 116 páginas, para ler no celular, no tablet ou imprimir
  • Lista de fontes ao fim de cada capítulo, com links para conferir
  • Linha do tempo geral de 1808 a 2026
  • Edição atualizada depois do segundo turno de 2026, enviada sem custo a quem comprar

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Dúvidas

Perguntas frequentes

O livro é de esquerda ou de direita?

Nenhum dos dois. Nos capítulos recentes, o texto descreve o que governo e oposição, Washington e Brasília fizeram e declararam, e apresenta os argumentos de cada lado com o mesmo peso. Onde há prova, ela é mostrada; onde não há, o livro diz isso.

Como recebo o livro?

Depois da confirmação do pagamento, você recebe por e-mail o link para baixar o PDF. Pelo Pix, a confirmação costuma ser imediata.

Até quando vai a história?

Até 21 de outubro de 2026, alguns dias antes do segundo turno. Quem comprar recebe sem custo a edição atualizada com o resultado da eleição.

Quem escreveu?

Tomás Arantes é um pseudônimo. A pesquisa e a redação foram feitas com apoio de inteligência artificial e passaram por revisão de fatos com base em fontes abertas, todas listadas no livro para que você possa conferir.

Posso imprimir?

Pode. O livro foi diagramado em formato 17 × 24 cm e fica bem impresso em A4 ou em gráfica rápida, para uso pessoal.

E se eu não gostar?

Você tem 7 dias para pedir o reembolso integral, sem precisar explicar o motivo.